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Além da Presidência, 2º turno de hoje decide governo em 5 estados e no DF

Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins, Amazonas e Acre também vão às urnas neste domingo — e as pesquisas de véspera mostram cenários bem diferentes de aperto entre as disputas

Por
VEXIA
Publicado em · 5 min de leitura
Além da Presidência, 2º turno de hoje decide governo em 5 estados e no DF

Contexto

O 2º turno de hoje (25) não decide só a Presidência. Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins, Amazonas e Acre também vão às urnas para escolher governador, segundo reportagem do InfoMoney publicada em 24 de outubro, com base em pesquisas Datafolha, Quaest e AtlasIntel. Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027 e têm poder direto sobre tributos estaduais (ICMS), reguladoras locais e empresas estatais — temas com impacto concreto sobre quem opera negócio nesses estados.

O que está em jogo

Distrito Federal: Celina Leão (atual governadora) lidera com folga sobre Leandro Grass (PT) nas três pesquisas — Datafolha (59% a 41%), Quaest (61% a 39%) e AtlasIntel (57,9% a 42,1%). A diferença é maior que a margem de erro nas três.

Rio Grande do Norte: é o único estado do Nordeste com 2º turno para governador, entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). As pesquisas divergem dentro da margem de erro — Quaest dá Allyson 51% a 49%, enquanto a AtlasIntel dá Cadu 51,1% a 48,9%. No 1º turno, os dois ficaram tecnicamente empatados (36,94% a 36,16%).

Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, lidera contra Ricardo Ferraço (MDB), que assumiu o governo em abril após a saída de Renato Casagrande. Quaest aponta 55% a 45%; a AtlasIntel, 51,2% a 48,8% — dentro da margem de erro.

Tocantins: houve virada completa desde o 1º turno. Professora Dorinha liderava com 45,52% contra 43,94% de Vicentinho Júnior (PSDB) na primeira votação; agora as pesquisas (AtlasIntel e Paraná Pesquisas) mostram Vicentinho na frente, com cerca de 59% a 41%.

Amazonas: Omar Aziz (PSD), ex-governador e senador com apoio de partidos da base de Lula, aparece com 56,9% contra 43,1% de Maria do Carmo (PL), apoiada por Flávio Bolsonaro, segundo a AtlasIntel. No 1º turno, Aziz teve 40,63% e Maria do Carmo, 24,49%.

Acre: Mailza Assis (PP), que assumiu o governo após a saída de Gladson Cameli, aparece com 60,4% contra 39,6% de Alan Rick (Republicanos), também pela AtlasIntel.

Como isso funciona

Diferente da Presidência, que define política macroeconômica, tributação federal e relação com o Banco Central, um governo estadual tem instrumentos mais diretos e imediatos sobre o ambiente de negócios local: fixa alíquotas de ICMS (o imposto estadual que incide sobre a maior parte das operações de venda de mercadorias), nomeia diretoria de agências reguladoras estaduais (energia, saneamento, transporte), e é acionista controlador ou relevante de empresas estatais com capital aberto — caso de Cemig (MG), Sanepar (PR) e Banrisul (RS), que não têm eleição neste domingo, mas cujos novos governadores (eleitos no 1º turno) tomam posse na mesma data e têm efeito direto sobre a política de dividendos dessas companhias, como mostra outra reportagem desta edição.

Análise VEXIA

O padrão que chama atenção nesse conjunto de pesquisas é a disparidade: enquanto no Distrito Federal, no Amazonas e no Acre os números sugerem vitória folgada e baixo risco de reviravolta, Rio Grande do Norte e Espírito Santo estão dentro da margem de erro — o que historicamente eleva o risco de contestação e de um período de transição mais turbulento até a posse em janeiro. Empresas com operação relevante nesses dois estados têm um motivo concreto para monitorar o resultado de hoje com mais atenção do que o eleitor médio: a incerteza sobre o resultado tende a se traduzir em incerteza sobre nomeações em secretarias de fazenda e agências reguladoras estaduais nas primeiras semanas de um novo governo, o que pode atrasar decisões regulatórias e processos de licenciamento que dependem desses órgãos.

A virada em Tocantins — de uma vantagem de quase 2 pontos para a candidata no 1º turno a uma derrota projetada de quase 20 pontos no 2º — também é um dado que vale reter para além da política local: mostra como pesquisas de 1º turno, com o campo de candidatos fragmentado, podem distorcer a leitura real de força de cada polaridade quando o eleitorado se concentra em só dois nomes no 2º turno. É um padrão parecido com o que se observou nacionalmente entre o 1º e o 2º turno da disputa presidencial, e reforça que decisões de negócio baseadas só em pesquisa de 1º turno — por exemplo, antecipar investimento em um estado por achar que o governo “está definido” — carregam mais risco do que parecem.

O que muda na prática

  • Empresas com operação no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo devem monitorar o resultado de hoje à noite com atenção redobrada: são as duas disputas dentro da margem de erro, com maior risco de judicialização ou transição conturbada.
  • Empresas que dependem de ICMS diferenciado ou regime especial estadual (comércio exterior, indústria, agronegócio) devem acompanhar os primeiros sinais de equipe econômica de cada governo eleito a partir de hoje, já que mudanças de secretário de Fazenda costumam vir rápido após a posse.
  • Investidores em Cemig, Sanepar e Banrisul devem olhar o resultado de hoje em conjunto com os governadores já eleitos no 1º turno (Minas, Paraná e Rio Grande do Sul), que tomam posse na mesma data e têm efeito direto sobre essas companhias — ver reportagem específica.
  • Empresas de concessões e regulação estadual (saneamento, transporte metropolitano, distribuição de energia) ganham, a partir de hoje, visibilidade sobre quem vai nomear as próximas diretorias de agências reguladoras em 6 estados.

Cenários e próximos passos

Os resultados devem sair ao longo da noite de hoje, com a apuração federal (Presidência) e estadual ocorrendo simultaneamente. Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027. Nos estados com disputa apertada (Rio Grande do Norte e Espírito Santo), o período entre a apuração e a posse tende a concentrar a maior parte das notícias relevantes para quem acompanha o ambiente regulatório local — nomeações de secretariado, sinalizações sobre tributação estadual e continuidade (ou não) de programas de incentivo fiscal em curso.

Vale notar que o calendário desses seis estados corre em paralelo ao da eleição presidencial, mas não necessariamente na mesma direção política. O Amazonas, por exemplo, tem como favorito um candidato apoiado pela base de Lula, enquanto a candidata derrotada nas pesquisas tinha o apoio de Flávio Bolsonaro — uma configuração que pode gerar um cenário de governo estadual e federal alinhados ou desalinhados, dependendo também do resultado da disputa presidencial apurado na mesma noite. Esse alinhamento (ou falta dele) tende a influenciar a velocidade de liberação de recursos federais para obras e programas estaduais nos primeiros meses de 2027 — um histórico recorrente na relação entre União e estados no Brasil, independentemente de quem governe em cada esfera.

Para empresas que fazem planejamento orçamentário de 2027 com base em cenário tributário ou regulatório estadual, a recomendação prática é não travar hipóteses antes da posse em 6 de janeiro: tanto a sinalização de campanha quanto o primeiro mês de governo costumam divergir do que de fato vira política de estado depois que a equipe econômica se consolida e o orçamento estadual é aprovado nas respectivas assembleias legislativas.

Fontes

  • https://www.infomoney.com.br/politica/eleicoes-2026-veja-como-estao-as-disputas-pelos-governos-no-2o-turno/
Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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