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Caso Banco Master: Fachin recebe relatórios da PF que citam seis dos dez ministros do STF

Documentos vieram de mensagens nos celulares de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel; produção do material depende de autorização do próprio STF, e julgamento sobre investigar Moraes está parado

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VEXIA
Publicado em · 3 min de leitura
Caso Banco Master: Fachin recebe relatórios da PF que citam seis dos dez ministros do STF

Quase um ano depois de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, o caso continua a se espalhar pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Nesta semana, o presidente da Corte, Edson Fachin, recebeu da Polícia Federal relatórios que mencionam, em diferentes contextos, pelo menos seis dos dez ministros em exercício do STF — ou familiares deles —, além de referências a integrantes do STJ e do TST. O material tem origem em conversas encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, e de Fabiano Zettel.

Como a crise começou

A primeira baixa foi o ministro Dias Toffoli. Em fevereiro, a PF entregou a Fachin um relatório de cerca de 200 páginas com menções a ele — encontros com Vorcaro, mensagens sobre pagamentos e conversas associadas a uma empresa da família de Toffoli e a um resort no Paraná. Depois da entrega, Toffoli deixou a relatoria dos processos do Banco Master e se declarou suspeito na Segunda Turma; André Mendonça foi sorteado para substituí-lo. Ainda em fevereiro, Fachin arquivou o pedido que questionava a atuação anterior de Toffoli no caso.

Desde então, a lista de nomes só cresceu. Segundo o Correio da Manhã, uma reportagem de abril de 2025 já havia revelado que o Banco Master contratara o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, em contrato estimado em R$ 130 milhões; informações atribuídas à PF apontam Moraes como interlocutor de ao menos 52 mensagens de Vorcaro, incluindo no dia da prisão do banqueiro. Em setembro, surgiram referências ao ministro Nunes Marques, a um filho dele e a um filho do ministro Luiz Fux. Mendonça, o próprio substituto de Toffoli, também passou a ser citado — numa foto ao lado de um advogado de Vorcaro e em questionamentos sobre uma possível relação entre o Master e o Instituto Iter. Já sobre Gilmar Mendes, os relatórios mencionam a contratação de um ex-cunhado do ministro por Vorcaro, além de uma reunião e tentativas de aproximação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também aparece citado.

Todos os ministros e familiares mencionados negam qualquer envolvimento ilícito ou irregularidade — e vale destacar, como pontuam as próprias reportagens, que figurar numa mensagem ou conversa não comprova, por si só, irregularidade.

Por que a apuração é tão lenta

O entrave não é só político: é também processual. Qualquer ato investigativo contra um ministro do STF em exercício depende de autorização do plenário da própria Corte — o que torna a Polícia Federal dependente da boa vontade de quem, em tese, poderia ser investigado. Segundo o Correio da Manhã, Fachin orientou que a PF encaminhe todas as menções encontradas, com contexto, em caráter descritivo, sem adiantar conclusões — uma forma de empurrar a decisão sobre o que fazer com o material para depois.

Um desdobramento emblemático dessa trava: o julgamento que definiria se o ministro Alexandre de Moraes seria formalmente investigado está paralisado desde que o ministro Flávio Dino pediu vista do processo. Enquanto isso, nos bastidores, aliados de Moraes e de Mendonça defendem enviar os documentos à Procuradoria-Geral da República como forma de submeter o caso a uma avaliação técnica — embora, segundo a reportagem, essa movimentação não esteja formalmente articulada com Gonet.

O calendário político por trás do calendário processual

A simultaneidade com a eleição não escapa a quem acompanha o caso. Uma ala próxima a Moraes defende que não haja novos desdobramentos antes do fim do segundo turno, em 25 de outubro. Os próprios ministros citados — Moraes, Mendonça, Gilmar Mendes e Nunes Marques — afirmam não estar se falando no momento, um sinal da tensão interna na Corte, que a reportagem do Correio da Manhã descreve como agravada desde setembro.

Na terça-feira (13/10), Fachin se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o diretor-executivo William Murad e o diretor de combate ao crime organizado, Dennis Cali, para tratar do destino do material recebido. Não há, até o momento, uma solução definida nem um consenso sobre os próximos passos: a PF trabalha para separar as citações por ministro, com o objetivo de dar tratamento mais uniforme a cada caso, mas o encaminhamento final — arquivamento, remessa à PGR, ou abertura de investigação formal mediante autorização do plenário — ainda está em aberto.

Fontes

  • https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/elijonasmaia/politica/caso-master-pf-produzira-relatorios-sobre-seis-ministros-do-stf-e-stj/
  • https://www.correiodamanha.com.br/politica/2026/10/326068-fachin-deve-receber-relatorios-da-pf-sobre-ministros-do-stf-no-caso-master.html
Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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