Todos os artigosNotícias

Mandado de prisão de acusado de feminicídio é adulterado no sistema do CNJ

Por
VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
Mandado de prisão de acusado de feminicídio é adulterado no sistema do CNJ

Credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul teriam sido usadas para alterar dados de Alex Leandro Bispo dos Santos no BNMP

O Tribunal de Justiça de São Paulo identificou uma alteração fraudulenta no cadastro de Alex Leandro Bispo dos Santos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A mudança fez com que o mandado de prisão contra ele deixasse de aparecer em consultas realizadas no sistema.

Segundo informações encaminhadas pela Justiça do Rio Grande do Sul ao TJSP, credenciais vinculadas a uma juíza da Vara Judicial de Planalto (RS) teriam sido comprometidas e utilizadas para modificar o registro do acusado. A alteração ocorreu em 23 de agosto.

Nome e CPF foram substituídos

O Registro Judiciário Individual (RJI) de Alex passou a apresentar o nome e o CPF de outra pessoa. Com isso, consultas realizadas por agentes de segurança pública não indicavam o mandado de prisão que permanecia em aberto.

A adulteração foi identificada em setembro, e o cadastro posteriormente foi corrigido. A principal hipótese investigada pelas autoridades é a de uma ação hacker envolvendo as credenciais da magistrada.

Acusado estava foragido

Alex Leandro Bispo dos Santos é réu em processo que apura a morte de Maria Katiane Gomes da Silva, ocorrida em novembro de 2025, na zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, ele é acusado de ter agredido a vítima e de ela ter caído do 10º andar do edifício onde moravam.

A Justiça havia concedido liberdade provisória a Alex em agosto, mas o Ministério Público recorreu e uma nova prisão preventiva foi determinada. Desde então, ele é considerado foragido.

A defesa sustenta a inocência do acusado e apresentou uma versão diferente para a morte da vítima. Portanto, as acusações ainda são objeto de processo judicial e não equivalem a uma condenação definitiva.

Investigação sobre a fraude

Além da alteração no cadastro de Alex, as autoridades apuram se as credenciais comprometidas foram utilizadas para modificar outros documentos e registros no sistema judicial.

O caso envolve questões de segurança dos sistemas utilizados pelo Judiciário e foi encaminhado para apuração pelas instituições responsáveis. A investigação deverá esclarecer como as credenciais foram obtidas, quem realizou as alterações e se houve participação de outras pessoas.

A adulteração expôs uma falha capaz de afetar diretamente consultas sobre mandados de prisão, enquanto as autoridades trabalham para identificar os responsáveis e reforçar a segurança do sistema.

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

Leia também