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María Corina Machado é impedida de retornar à Venezuela pela sétima vez

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VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
María Corina Machado é impedida de retornar à Venezuela pela sétima vez

Líder opositora tentou voltar ao país em três ocasiões nesta semana, segundo sua equipe

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado não conseguiu retornar à Venezuela pela sétima vez desde que deixou o país. As tentativas mais recentes ocorreram na terça-feira (22), quando, segundo sua equipe, ela tentou chegar ao território venezuelano por diferentes rotas, mas não conseguiu embarcar.

Machado está atualmente no Panamá. Ela deixou a Venezuela em dezembro de 2025, após permanecer durante meses na clandestinidade, e viajou à Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz. Desde então, vem tentando encontrar uma forma de retornar ao país.

Três tentativas em um único dia

De acordo com relatos divulgados pela equipe da oposicionista, Machado fez três novas tentativas de retorno na terça-feira.

Uma delas envolvia uma rota marítima, mas a viagem acabou cancelada após problemas mecânicos na embarcação. Também houve tentativas de embarque em voos que partiriam do Panamá com destino a Aruba e Curaçao, mas as aeronaves não receberam autorização para decolar, segundo os relatos.

As circunstâncias das tentativas frustradas foram descritas por diferentes veículos como uma combinação de problemas mecânicos, cancelamentos e restrições relacionadas ao espaço aéreo. Não há, nas fontes consultadas, confirmação independente de que uma ordem direta do governo venezuelano tenha determinado cada uma das tentativas frustradas.

Retorno ocorre em meio a negociações políticas

O episódio aconteceu enquanto a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estava em Nova York para a Assembleia-Geral das Nações Unidas. Na mesma ocasião, Rodríguez se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um encontro que marcou uma nova etapa nas relações entre Washington e Caracas.

Paralelamente, a Venezuela atravessa uma nova rodada de negociações entre representantes do governo interino e parte da oposição. Entre os temas discutidos estão questões relacionadas à transição política, ao exercício da atividade política e à realização de eleições. Machado não participa diretamente das conversas, mas declarou que não pretende impedir o diálogo e espera resultados concretos.

Oposição questiona aproximação entre EUA e Caracas

A aproximação entre o governo norte-americano e a administração interina venezuelana também vem sendo questionada por setores ligados à oposição.

Críticos de Trump afirmam que Washington estaria priorizando negociações envolvendo petróleo, investimentos e outros interesses econômicos em detrimento da pressão por eleições livres na Venezuela. Essas avaliações são atribuídas a setores da oposição e analistas e não representam uma conclusão independente sobre as motivações do governo americano.

Enquanto isso, Machado continua no Panamá e mantém a intenção declarada de retornar à Venezuela. A nova tentativa frustrada ocorre em um momento de mudanças na relação entre o governo interino venezuelano, a oposição e os Estados Unidos.

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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