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Mercado Livre entra na disputa pelas “canetas emagrecedoras” e pressiona grandes redes de farmácias

Por
VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
Mercado Livre entra na disputa pelas “canetas emagrecedoras” e pressiona grandes redes de farmácias

Mercado Livre entra na disputa pelas “canetas emagrecedoras” e pressiona grandes redes de farmácias

Nova estratégia amplia competição no varejo farmacêutico brasileiro

O Mercado Livre deu um novo passo no mercado farmacêutico brasileiro e começou a vender medicamentos que exigem prescrição e retenção de receita. A operação inclui antibióticos e medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e outros tratamentos utilizados contra diabetes e obesidade. Inicialmente, a venda ocorre em São Paulo, com a receita sendo analisada por um farmacêutico antes da liberação do pedido.

A novidade teve impacto imediato na Bolsa. Na quinta-feira (24), as ações da RD Saúde caíram 5,38%, enquanto Pague Menos recuou 8% e Panvel perdeu 4,90%. Os papéis continuaram sob pressão no dia seguinte, refletindo a preocupação dos investidores com o avanço do Mercado Livre sobre o canal digital das farmácias.

Mercado de GLP-1 pode chegar a R$ 20 bilhões

Um dos principais pontos dessa disputa está justamente nos medicamentos à base de GLP-1, popularizados pelas chamadas “canetas emagrecedoras”.

Segundo projeção do UBS BB, o mercado brasileiro desses medicamentos pode saltar de aproximadamente R$ 11 bilhões em 2025 para R$ 20 bilhões em 2026. O crescimento é impulsionado pela expansão da demanda e pela entrada de novos produtos após a perda da patente da semaglutida.

A relevância dos GLP-1 para as farmácias é ainda maior porque esses consumidores tendem a gerar compras recorrentes. Dados citados por analistas apontam que a RD Saúde, por exemplo, possui uma participação nos medicamentos GLP-1 superior à sua participação no mercado farmacêutico geral.

Mercado Livre quer disputar também o relacionamento com o cliente

A estratégia da empresa não se limita à venda própria. O Mercado Livre pretende incorporar farmácias tradicionais ao seu marketplace, permitindo que elas comercializem medicamentos dentro da plataforma utilizando a infraestrutura tecnológica e logística da companhia.

A expectativa é iniciar as primeiras integrações em outubro e chegar a cerca de 20 farmácias parceiras até o fim de 2026. A empresa também lançou o “Chega Agora”, serviço que promete entregas em até 60 minutos inicialmente em áreas de São Paulo.

Com isso, a disputa deixa de ser apenas pelo preço ou pela entrega do medicamento e passa a envolver audiência, conveniência, dados, frequência de compra e relacionamento digital com o consumidor.

Redes tradicionais ainda têm vantagens

Apesar da reação negativa dos investidores, análises de XP, Safra e BTG Pactual indicam que a entrada do Mercado Livre não significa, neste momento, uma substituição das farmácias físicas. As grandes redes continuam contando com uma ampla rede de lojas, estoques próximos dos consumidores e sistemas próprios de entrega.

A RD Saúde, por exemplo, registrou R$ 3,9 bilhões em vendas digitais no segundo trimestre de 2026, segundo dados citados pela Exame, mostrando que as redes tradicionais também avançaram na digitalização do setor.

O movimento, portanto, abre uma nova frente de competição em um mercado que já vinha crescendo rapidamente. E, com os medicamentos GLP-1 podendo movimentar até R$ 20 bilhões no Brasil em 2026, essa disputa tende a envolver uma das categorias mais estratégicas do varejo farmacêutico.

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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