Polícia Federal retoma investigação sobre publicações atribuídas a Bolsonaro envolvendo Lula e governo sírio

A Polícia Federal (PF) retomou as investigações de um inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em razão de publicações divulgadas em seu canal oficial no WhatsApp. O procedimento busca apurar se o conteúdo compartilhado, que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad, configura os crimes de calúnia, difamação e incitação ao ódio.
Segundo as informações do inquérito, as mensagens relacionavam Lula ao governo sírio e faziam referências a supostos vínculos com o extermínio de minorias. A investigação foi reaberta após pedido formal apresentado por Ricardo Lewandowski, quando exercia o cargo de ministro da Justiça, para que as circunstâncias fossem analisadas de forma mais aprofundada pela Polícia Federal.
Embora o caso tenha sido arquivado em setembro do ano passado, um despacho emitido pela corporação em 2 de julho determinou o desarquivamento das apurações. A medida teve como objetivo permitir a instauração formal de um inquérito policial e a realização de novas diligências consideradas necessárias para o esclarecimento dos fatos.
Atualmente, a PF busca obter junto ao Ministério Público os arquivos, imagens e demais registros das publicações investigadas. A providência tornou-se necessária porque o canal oficial de Jair Bolsonaro no WhatsApp foi desativado, impossibilitando o acesso direto ao conteúdo originalmente divulgado.
Em documento encaminhado aos autos, o delegado Antonio Carlos Knoll de Carvalho destacou que esses materiais são indispensáveis para a produção de provas e para subsidiar os depoimentos que deverão ser colhidos ao longo da investigação. O inquérito está sob responsabilidade da Divisão de Segurança Ativa e Polícia Judiciária (DSA), vinculada à Diretoria de Proteção à Pessoa da Polícia Federal.
As investigações também enfrentaram entraves processuais ao longo do último ano, incluindo discussões sobre competência e definições acerca do setor responsável pela condução do procedimento. Com a retomada das apurações, a expectativa é de que novas oitivas sejam realizadas nos próximos meses, incluindo o interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O inquérito permanece em fase de instrução e deverá reunir novos elementos para que o Ministério Público avalie eventual adoção de medidas processuais futuras.
Via: Metrópoles
Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.


