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Romeu Zema propõe uso de inteligência artificial no Judiciário e redução do número de magistrados

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VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
Romeu Zema propõe uso de inteligência artificial no Judiciário e redução do número de magistrados

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, defendeu a utilização de inteligência artificial (IA) como ferramenta de apoio ao Poder Judiciário. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (6/8), durante uma entrevista concedida à GloboNews, e integra um conjunto de medidas que, segundo o político, teria como objetivo ampliar a produtividade do setor público e reduzir custos administrativos.

Durante a entrevista, Zema afirmou que a inteligência artificial poderia atuar como uma espécie de assessoria aos magistrados, auxiliando na análise de processos e em tarefas atualmente desempenhadas por profissionais do sistema de Justiça. A proposta, segundo ele, permitiria aumentar a eficiência sem necessariamente manter a estrutura atual do Judiciário.

O pré-candidato relacionou a iniciativa a uma estratégia mais ampla de redução do tamanho da máquina pública. De acordo com Zema, a intenção seria promover ganhos de produtividade de aproximadamente 1% ao ano, criando condições para uma futura redução da carga tributária sobre a população.

Dentro dessa proposta, o político defendeu também uma redução significativa do número de magistrados. Segundo os números apresentados por Zema, o Judiciário conta atualmente com aproximadamente 10 mil juízes, e esse contingente poderia ser reduzido gradualmente para cerca de 6 mil profissionais com a adoção de ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar na execução de atividades jurídicas.

A ideia apresentada pelo pré-candidato parte da premissa de que a inteligência artificial poderá assumir uma parcela relevante das tarefas de apoio atualmente realizadas por servidores e assessores, permitindo que os magistrados concentrem sua atuação em decisões que exigem interpretação jurídica e análise de situações complexas.

A proposta, no entanto, envolve um dos principais debates atuais sobre a utilização de inteligência artificial no sistema de Justiça: até que ponto ferramentas automatizadas podem auxiliar na atividade jurisdicional sem comprometer a autonomia dos magistrados, a análise individualizada dos processos e as garantias das partes.

Além da utilização de tecnologia, o plano apresentado por Zema contempla mudanças na estrutura de funcionamento do Judiciário e nos critérios relacionados à escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As alterações fazem parte de uma agenda mais ampla defendida pelo partido Novo para a administração pública e para as instituições do Estado.

Zema também pretende modificar aspectos relacionados ao funcionamento da Corte Suprema caso avance na disputa presidencial. A proposta integra o conjunto de medidas que o pré-candidato afirma serem necessárias para aumentar a eficiência institucional e estabelecer novos critérios para a composição dos tribunais superiores.

Na corrida pelo Palácio do Planalto, Romeu Zema terá como candidato a vice-presidente o senador Luís Eduardo Girão (CE). A chapa é formada exclusivamente por integrantes do partido Novo.

A utilização de inteligência artificial no Judiciário já é objeto de iniciativas e discussões em diferentes tribunais brasileiros. A proposta apresentada pelo pré-candidato amplia esse debate para o campo político e eleitoral ao defender que a tecnologia seja utilizada não apenas como ferramenta complementar, mas também como instrumento para reestruturar o quadro de profissionais e aumentar a produtividade do sistema.

Via: Estado de Minas

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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