Lobista Roberta Luchsinger diz que fará delação e "não vai poupar" Lula nem Lulinha
Em entrevista à CNN, investigada por tráfico de influência rebate Lula, que a havia chamado de "pilantra"; Planalto diz que presidente "desconhece inteiramente os fatos" relatados por ela

A lobista Roberta Luchsinger, de 41 anos, disse em entrevista exclusiva à CNN Brasil, neste sábado (17/10), que pretende firmar um acordo de delação premiada assim que a Justiça considerar o momento adequado — e que não vai "poupar" nem o presidente Lula nem o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A declaração chega a oito dias do segundo turno das eleições presidenciais, em que Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Quem é Roberta Luchsinger
Diretora da RL Consultoria e Intermediações, Roberta é investigada pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS. Nos últimos meses, ela foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e passou a usar tornozeleira eletrônica. A PF também apura, por suspeita de tráfico de influência no governo federal, a conduta dela em conjunto com Lulinha — que hoje responde a três inquéritos autorizados pelo STF por suspeita de tráfico de influência e corrupção na administração pública federal.
Segundo reportagens anteriores, mensagens atribuídas a ela a mostram chamando Lulinha de sócio em 2023 e 2024 — mas, em depoimento à PF em maio deste ano, Roberta afirmou que a relação dos dois era apenas de amizade e negou repasses financeiros.
O que ela disse na entrevista
Roberta chamou Lula de "grande mau caráter", "grande mentiroso" e "grande covarde", e disse que o presidente tem "mau-caratismo" e "canalhice". Afirmou que pode acrescentar "detalhes" às investigações que não estão nas mensagens de WhatsApp já conhecidas — citando conversas e situações que diz ter presenciado. Segundo reportagens relacionadas da própria CNN, ela afirmou que Lulinha se encontrou "inúmeras vezes" com ministros do governo, e que ministros lhe pediam ajuda para conseguir agenda com o presidente.
Ela rejeitou o papel de "boi de piranha" no caso e disse não ter "pai presidente" nem "mãe presidente" para protegê-la — é mãe de duas filhas e afirma estar sendo alvo de uma "máquina pública". Disse ainda que, se houve crime de sua parte, vai responder e se defender no devido processo legal.
A origem do racha público
O bate-boca público começou antes desta entrevista: em outubro, Lula disse em entrevista ao Flow Podcast que não conhece Roberta e a chamou de "pilantra", comparando-a a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master — "um Vorcaro feminino", nas palavras do presidente. Lula reconheceu que pode aparecer em fotos ao lado dela, já que costuma posar com quem pede registros em eventos públicos, mas negou a versão de Roberta de que lhe teria oferecido um cargo no governo. Disse também duvidar que o filho tenha feito lobby com algum ministro, mas afirmou que Lulinha "não terá proteção da Polícia Federal" caso haja irregularidades, defendendo que ele volte ao Brasil para prestar esclarecimentos.
As respostas oficiais
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que Lula "desconhece inteiramente os fatos" relatados por Roberta, que nunca teve interlocução com ela e que "não existe nenhum contrato do governo federal" com a lobista. A nota questiona o momento das declarações, às vésperas do segundo turno, e fala em tentativa de manipular a opinião pública por meio de denúncias sem comprovação. A defesa de Lulinha nega irregularidades, diz que a relação dele com políticos é de natureza pessoal e afirma que as acusações de Roberta são incompatíveis com o próprio depoimento dela às autoridades.
Fontes
- https://www.cnnbrasil.com.br/politica/luchsinger-diz-que-quer-fazer-delacao-e-nao-vai-poupar-lula-nem-lulinha/
- https://www.cnnbrasil.com.br/politica/lula-diz-que-desconhece-inteiramente-acusacoes-de-roberta-luchsinger/
- https://www.correiodamanha.com.br/politica/2026/10/324047-lula-chama-roberta-de-pilantra-nega-conhece-la-e-diz-que-lulinha-tera-de-prestar-contas.html
Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.


