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IA generativa reorganiza o escritório: OAB avança em diretrizes e produtividade explode

É difícil encontrar hoje um escritório de médio porte no Brasil que não tenha incorporado IA generativa à sua rotina. Ferramentas de drafting, revisão contratual e pesquisa jurisprudencial passaram a competir por espaço no fluxo diário de trabalho.

O ganho de produtividade é real

O uso da IA reduz drasticamente o tempo dedicado a tarefas repetitivas. Grandes bancas relatam ganhos de dois dígitos em capacidade produtiva por advogado. O efeito colateral: trabalhos de entrada — antes formadores de estagiários — encolhem.

Os riscos éticos

Os primeiros casos de alucinação jurisprudencial já produziram sanções nos EUA e chegaram ao Brasil. O advogado que peticiona com base em conteúdo fabricado responde por falta ética, independentemente da origem do erro.

A OAB tem discutido diretrizes: obrigação de revisão humana, dever de informação ao cliente sobre uso de IA, sigilo profissional em relação a prompts e conformidade com a LGPD.

O CNJ e o Judiciário

A Resolução CNJ nº 615/2025 regulamenta o uso de IA nos tribunais brasileiros, estabelecendo princípios de transparência, supervisão humana e proteção de dados. Ferramentas como o Victor (STF) e o Sinapses (CNJ) já operam em produção.

O que vem

A advocacia do próximo ciclo será menos sobre digitar cláusulas e mais sobre projetar sistemas — de compliance, de governança de dados, de gestão de risco.

Fontes

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