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Itaú lança superapp de pagamento para disputar o checkout do e-commerce

O Itaú Pay une a adquirência da Rede, o crédito do banco e o aplicativo do Itaú num só checkout, prometendo aprovar até 10 pontos percentuais a mais de compras — a Decolar já usa, e Localiza, RD e Ebanx estão na fila

Produzido com apoio de IA, revisado pela redação. Como trabalhamos

O que muda: Concorrentes em adquirência e meios de pagamento (Cielo, Stone, PagSeguro, carteiras digitais de grandes varejistas) devem monitorar se o modelo de checkout integrado do Itaú ganha tração suficiente para pressionar suas próprias taxas de aprovação e parcerias. Ver o que fazer

Contexto

O Itaú Unibanco lançou, em 30 de outubro, o Itaú Pay, um meio de pagamento próprio para o checkout de e-commerce que une três frentes do banco: a adquirência da Rede (braço de pagamentos do Itaú), o crédito oferecido diretamente ao cliente e o aplicativo do banco como ambiente de conclusão da compra, segundo reportagem do NeoFeed. O objetivo declarado é aumentar as vendas dos lojistas parceiros e fortalecer a relação do banco tanto com plataformas de e-commerce quanto com consumidores finais.

O que está em jogo

No modelo do Itaú Pay, o consumidor que escolhe essa opção no checkout é redirecionado ao aplicativo do Itaú para concluir a compra, sem precisar digitar número de cartão nem copiar códigos — um processo que o banco estima levar cerca de 30 segundos, contra cerca de dois minutos e meio do checkout tradicional. Conforme a elegibilidade de cada cliente, o banco pode oferecer mais prazo e mais limite de crédito do que o próprio lojista disponibilizaria, segundo Felipe Piccoli, diretor de cartões, conta e pagamento do Itaú Unibanco.

O problema que o produto tenta resolver tem peso relevante no setor: segundo o banco, cerca de 30% das transações de e-commerce no Brasil não são aprovadas por risco de fraude ou de chargeback (estorno), e parte significativa desses casos são "falsos positivos" — compras legítimas recusadas por engano pelos sistemas antifraude. O Itaú estima que o Itaú Pay pode aumentar a taxa de aprovação no checkout em até 10 pontos percentuais.

Como isso funciona

A infraestrutura de pagamentos e a adquirência do Itaú Pay ficam a cargo da Rede, que já atende parte relevante dos principais e-commerces do país — o que facilita a expansão da oferta para novos clientes sem precisar construir essa base do zero. Angelo Russomanno, diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Unibanco, também participou do anúncio do produto, que foi desenvolvido em cerca de seis meses.

Segundo o banco, o ticket médio das compras feitas via Itaú Pay pode subir até 50%, porque o consumidor passa a ter três formas de pagamento disponíveis numa única tela: saldo em conta, cartão de crédito ou pontos acumulados no cartão. O Itaú tem hoje 25% de participação combinada nos mercados de emissão e adquirência de cartões no Brasil, 70 milhões de clientes, e já processa 97% das transações do seu próprio ecossistema de forma digital — uma base que dá ao banco escala relevante para negociar a adoção do novo checkout com grandes plataformas.

A Decolar é a primeira empresa a oferecer o Itaú Pay aos seus clientes. RD (farmácias), Localiza (aluguel de carros), a fintech Zig e a processadora de pagamentos Ebanx estão na fila para integrar o serviço em seguida.

Análise VEXIA

O movimento do Itaú segue uma lógica que bancos de varejo em todo o mundo vêm testando: transformar a própria base de clientes e o histórico de dados de comportamento em vantagem competitiva direta sobre o checkout do e-commerce, território até agora mais dominado por gateways de pagamento independentes e pelas próprias carteiras digitais das grandes varejistas. Ao reunir adquirência, crédito e identidade do cliente numa única experiência, o Itaú não compete apenas por volume de transações — compete por controle sobre o dado de comportamento de compra do consumidor, que tem valor comercial crescente para cross-sell de outros produtos financeiros.

O ganho de até 10 pontos percentuais na taxa de aprovação é, na prática, o argumento comercial mais forte do produto para convencer lojistas a adotá-lo: numa indústria em que cerca de 30% das vendas tentadas simplesmente não se concretizam por recusa do sistema antifraude, qualquer solução que recupere parte desse volume perdido tem retorno financeiro direto e mensurável para o varejista — um argumento de venda mais concreto do que a promessa genérica de "melhor experiência do usuário" que costuma acompanhar esse tipo de lançamento.

A escolha da Decolar como primeira parceira, seguida por Localiza, RD e Ebanx, sugere uma estratégia de rollout iniciada em setores de ticket médio mais alto e com clientela recorrente (viagem, aluguel de veículo, farmácia) — categorias em que o atrito no checkout tem custo de oportunidade mais alto e em que o Itaú já tem relacionamento bancário consolidado com boa parte da base de consumidores, o que deve facilitar a adoção inicial antes de uma expansão mais ampla para o varejo de massa.

O que muda na prática

  • E-commerces de ticket médio alto (viagem, aluguel de veículo, farmácia) são o primeiro público-alvo do Itaú Pay e devem avaliar a integração como forma de recuperar vendas hoje perdidas por recusa de pagamento.
  • Consumidores com conta no Itaú passam a ter uma opção de checkout mais rápida em plataformas parceiras, com acesso ampliado a crédito dentro do próprio app do banco.
  • Concorrentes em adquirência e meios de pagamento (Cielo, Stone, PagSeguro, carteiras digitais de grandes varejistas) devem monitorar se o modelo de checkout integrado do Itaú ganha tração suficiente para pressionar suas próprias taxas de aprovação e parcerias.
  • Plataformas de e-commerce que ainda não têm parceria com grandes bancos para checkout podem considerar acordos semelhantes como forma de reduzir a perda de vendas por recusa de pagamento, um problema comum a todo o setor, não só aos clientes do Itaú.

Cenários e próximos passos

A entrada de Localiza, RD, Zig e Ebanx como próximas parceiras, ainda sem data de integração definida na reportagem, deve ser o próximo indicador de quão rápido o Itaú Pay ganha escala além do piloto com a Decolar. O resultado prático a observar nos próximos trimestres é se o aumento de até 10 pontos percentuais na aprovação de compras e a alta de até 50% no ticket médio, projetados pelo banco, se confirmam na prática com volume real de transações.

Fontes

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Como esta matéria foi feita. A redação da VEXIA usou inteligência artificial para reunir e organizar fontes públicas (dados oficiais, empresas e imprensa especializada), e revisou o texto antes de publicar. As fontes estão citadas ao fim da matéria.

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