O 1º turno em números: margem apertada, abstenção recorde e o que isso significa para o 2º turno
Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula por 1,87 ponto percentual, com 33,5 milhões de eleitores ausentes — a maior abstenção para um 1º turno presidencial desde 1998

O primeiro turno das eleições presidenciais, em 4 de outubro, terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT), mas sem que nenhum dos dois atingisse os 50% dos votos válidos necessários para vencer em um só turno. Os dois se enfrentam no segundo turno em 25 de outubro, e o debate desta noite na Band é o primeiro confronto direto entre eles na televisão nesta eleição.
A margem do primeiro turno
Com 100% das seções apuradas, o TSE confirmou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) e Lula com 45,16% (53.879.538 votos) — uma diferença de 1,87 ponto percentual, ou 2.224.965 votos. Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos; Renan Santos e Ronaldo Caiado somaram cerca de 2% cada um dos votos válidos.
A abstenção mais alta em 28 anos
Segundo o TSE, 33,5 milhões de eleitores — 21,08% do eleitorado apto, de um total de 158,7 milhões — não compareceram às urnas no primeiro turno, a maior taxa de abstenção para um primeiro turno presidencial desde 1998. O comparecimento foi de 125,3 milhões de eleitores, ou 78,92% do eleitorado. Na comparação com o primeiro turno de 2022, quando a abstenção ficou em 20,95% (cerca de 32,8 milhões de ausentes), o índice deste ano ficou 0,13 ponto percentual acima.
Os votos nulos para presidente somaram 3,7 milhões (2,93% dos votos registrados para o cargo) e os brancos, 2,3 milhões (1,84%) — juntos, quase 6 milhões de votos, ou 4,77% da votação presidencial, que ficam fora da base de cálculo dos votos válidos usada para definir o resultado.
O que isso significa para o segundo turno
Com uma diferença de menos de dois pontos percentuais no primeiro turno e pesquisas mais recentes — como a Datafolha divulgada em 15/10, que mostrou Flávio com 47% e Lula com 45% dos votos válidos, dentro da margem de erro — o segundo turno segue descrito pelas pesquisas como um empate técnico. Os 33,5 milhões de abstenções do primeiro turno, somados aos quase 6 milhões de votos brancos e nulos, representam um contingente de eleitores que não expressou preferência entre os dois — um público que ambas as campanhas disputam nos dias finais antes de 25 de outubro, inclusive por meio de aparições como o debate desta noite.
A reação do mercado ao resultado do 1º turno
O resultado do primeiro turno provocou forte reação na bolsa e no câmbio: o Ibovespa fechou o pregão seguinte à votação em alta expressiva, acumulando ganhos de mais de 7% na semana e renovando recordes, enquanto o dólar recuou com força — movimento que analistas atribuíram à leitura do mercado de que Flávio, à frente na contagem, representaria maior previsibilidade fiscal. Nas semanas seguintes, porém, o otimismo inicial deu lugar a mais cautela: o Ibovespa chegou a cair 1,06% na sessão de 15 de outubro, em meio à expectativa por novas pesquisas eleitorais, e analistas vêm descrevendo o humor do mercado como mais seletivo diante da disputa apertada que as pesquisas mais recentes confirmam.
Fontes
- https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/122744/saldo-das-urnas-abstencoes-nulos-e-brancos-na-eleicao-de-2026
- https://www.infomoney.com.br/mercados/ibc-br-pesquisas-eleitorais-industria-eua-16102026/
- https://www.infomoney.com.br/mercados/depois-da-euforia-mercado-passa-a-ter-cautela-com-trade-eleitoral-o-que-esperar/
Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.


