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Último debate do 2º turno é hoje na Globo; Datafolha mostra empate técnico

Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam a partir de cerca das 21h20, logo após o Jornal Nacional, com mediação de César Tralli; o Ibovespa caiu 1,15% na véspera em meio à cautela pré-eleitoral

Por
VEXIA
Publicado em · 5 min de leitura
Último debate do 2º turno é hoje na Globo; Datafolha mostra empate técnico

Lula e Flávio Bolsonaro fazem nesta sexta-feira (23/10) o último debate antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10). O confronto vai ao ar pela TV Globo a partir de cerca das 21h20 (horário de Brasília, segundo o Terra; o InfoMoney cita 21h25), logo após o Jornal Nacional, com transmissão também pelo G1 e pela GloboNews.

Contexto

O debate acontece no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli. A pesquisa Datafolha divulgada na véspera (22/10) mostra empate técnico entre os dois candidatos: 50% dos votos válidos para cada um. Já na contagem de votos totais, Flávio aparece com 47% e Lula com 46% — dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A rejeição de Flávio subiu de 44% para 46% na pesquisa; os números para a rejeição de Lula variam entre as fontes consultadas, com indicações de queda para algo entre 44% e 45%.

Este é o segundo e último confronto direto entre os candidatos nesta campanha — o primeiro, na Band, em 18 de outubro, foi marcado por ataques pessoais e pouco debate de propostas, segundo cobertura da época já publicada pela VEXIA, que também checou os números citados pelos dois lados e mostrou o que aquele debate mudava na prática para quem empreende. Analistas ficaram divididos sobre quem levou vantagem naquele primeiro encontro: parte avaliou que Flávio controlou melhor os temas da conversa, enquanto outra leitura apontou Lula com postura mais ponderada, principalmente ao desafiar os dois lados a abrirem o sigilo bancário — desafio ao qual Flávio não respondeu diretamente.

O que está em jogo

Segundo a Globo, o debate desta sexta tem como objetivo central o debate de propostas, diferente do tom do primeiro encontro. O formato inclui quatro blocos: nos três primeiros, os candidatos respondem a rodadas de perguntas sobre temas regionais e nacionais — a primeira rodada tem três minutos por resposta, com ordem definida por sorteio ao vivo; nos blocos seguintes, os candidatos escolhem temas apresentados na tela. No quarto bloco, de tema livre, cada um tem oito minutos sem limite de intervenções, podendo se movimentar livremente no próprio lado do palco. Depois vêm as considerações finais.

Após o debate, o Jornal da Globo exibe entrevistas dos candidatos com Renata Lo Prete, seguidas de comentários de analistas políticos — o programa Quem Ama Cuida não vai ao ar nessa noite para dar espaço à cobertura. Os candidatos também têm 10 minutos cada na sala de imprensa após o debate: o sorteio definiu que Lula fala primeiro, seguido por Flávio Bolsonaro. O G1 vai checar em tempo real as declarações dos candidatos por meio do serviço Fato ou Fake.

Como isso funciona

A proximidade da definição eleitoral já afeta o mercado financeiro: o Ibovespa caiu 1,15% na quinta-feira (22/10), fechando aos 204.120,21 pontos, com mínima do dia próxima aos 203 mil pontos. A queda é atribuída a ajustes de investidores antes do resultado do segundo turno, somada a um viés negativo vindo do exterior. Analistas consultados pelo InfoMoney esperam cautela no último pregão antes da votação de domingo. Ainda nesta sexta, o mercado também acompanha a divulgação do IPCA-15 de outubro, às 9h — o Bradesco projeta alta de 0,45% no mês, e o Itaú projeta 0,51%, o que elevaria o acumulado em 12 meses de 4,5% para 4,8%, puxado principalmente por alimentos, em meio a efeitos do El Niño sobre a safra.

Um analista ouvido pelo InfoMoney avalia que Flávio deve suavizar o tom no debate desta sexta para não perder votos na reta final, enquanto a campanha de Lula aposta em um possível deslize do adversário para reverter a vantagem que Flávio detém desde o primeiro turno.

Análise VEXIA

A coincidência entre o calendário eleitoral e o calendário de indicadores econômicos — o debate decisivo na mesma semana do IPCA-15 e às vésperas do fechamento do pregão antes da votação — ajuda a explicar por que o mercado financeiro brasileiro está tratando o resultado de domingo como o evento mais relevante de curto prazo para o apetite de risco no Brasil. A queda de 1,15% do Ibovespa na véspera do debate, somada à cautela já descrita por analistas para o último pregão da semana, mostra que parte do mercado prefere reduzir exposição a ativos brasileiros até que o resultado da eleição esteja definido, independentemente de qual candidato vença — um comportamento típico de aversão a incerteza, não necessariamente uma aposta em um resultado específico.

Para quem administra um negócio e acompanha o cenário macroeconômico, o dado mais imediatamente acionável desta sexta-feira não é o debate em si, mas o IPCA-15: a projeção de alta puxada por alimentos, por efeitos climáticos do El Niño, é um sinal de pressão inflacionária que tende a influenciar diretamente custo de insumos para qualquer negócio ligado à cadeia de alimentos, além de pesar na calibragem das próximas decisões de política monetária do Banco Central — um fator que, diferente do resultado do debate, afeta o planejamento financeiro das empresas independentemente de quem for eleito presidente.

O que muda na prática

  • Investidores e gestores de caixa empresarial devem considerar a cautela do mercado nesta reta final eleitoral ao planejar operações financeiras sensíveis a câmbio ou taxa de juros nos próximos dias.
  • Empresas da cadeia de alimentos devem monitorar o IPCA-15 divulgado hoje às 9h — a pressão de preços puxada pelo El Niño tende a se refletir em custo de insumos no curto prazo.
  • Quem acompanha o resultado eleitoral por seu efeito em política econômica deve esperar o quarto bloco do debate (tema livre, 8 minutos por candidato) como o momento mais provável de surgirem propostas mais detalhadas, segundo o formato anunciado pela Globo.
  • A cobertura jornalística do debate inclui checagem em tempo real pelo G1 (Fato ou Fake) — um recurso útil para quem quiser verificar afirmações numéricas feitas pelos candidatos ao vivo.

Cenários e próximos passos

O segundo turno acontece domingo (25/10), dois dias após o debate. Até lá, o mercado deve seguir operando com cautela, segundo analistas consultados pelo InfoMoney, e novas pesquisas eleitorais — de Alfa Inteligência, Ipespe/Abrapel, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil — devem ser divulgadas ainda hoje, o que pode mexer com o humor do mercado nas horas finais antes da votação. A VEXIA vai acompanhar o resultado do debate e, se houver fato relevante a checar, trazer a apuração com fonte antes de publicar qualquer afirmação feita pelos candidatos.

Fontes

  • https://www.terra.com.br/noticias/brasil/debate-flavio-bolsonaro-x-lula-na-globo-data-horario-e-como-assistir,7150eafbad552493592e447f780d922dxg0iat2m.html
  • https://www.infomoney.com.br/mercados/eleicoes-debate-globo-ipca-15-agenda-23102026/
Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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