XP projeta balanços do 3º trimestre e vê distância maior entre bancões
Itaú e Bradesco devem apresentar resultados resilientes, enquanto Santander e Banco do Brasil seguem pressionados por rentabilidade, qualidade de crédito e margens mais apertadas

A XP projeta que a temporada de balanços do terceiro trimestre de 2026, que começa a ser divulgada pelos grandes bancos brasileiros nas próximas semanas, deve ampliar a distância entre vencedores e perdedores do setor. Na visão da casa de análise, Itaú e Bradesco devem mostrar resultados resilientes, enquanto Santander e Banco do Brasil seguem pressionados por rentabilidade, qualidade de crédito e margens mais apertadas.
Itaú: a maior rentabilidade do setor
A XP projeta lucro recorrente de R$ 12,5 bilhões para o Itaú (ITUB4) no trimestre — alta de 5,1% na comparação anual e de 0,6% ante o trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) estimado é de 23,4%, a maior rentabilidade entre os quatro grandes bancos. A recomendação da XP para o papel é de compra, com preço-alvo de R$ 50.
Bradesco: crescimento, mas com ressalvas
Para o Bradesco (BBDC4), a projeção é de lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 14,9% na comparação anual e de 1,1% na trimestral — o maior crescimento percentual entre os quatro bancos. Ainda assim, o ROE deve ficar praticamente estável, em 16,2%, pressionado por provisões mais altas e pelo efeito diluidor de uma capitalização recente do banco. A recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 21.
Santander e Banco do Brasil: o lado mais pressionado
A XP projeta queda de 30,7% no lucro recorrente do Santander Brasil (SANB11) na comparação anual, e de 7,8% ante o trimestre anterior, para R$ 2,8 bilhões — com ROE de 11,5%, refletindo compressão da margem financeira e provisões elevadas. Mesmo assim, a recomendação para as units do banco é de compra, com preço-alvo de R$ 44, sugerindo que a XP vê o preço atual das ações como um ponto de entrada atrativo apesar do resultado fraco.
Já o Banco do Brasil (BBAS3) deve apresentar o resultado mais fraco entre os quatro: lucro recorrente projetado de R$ 2,8 bilhões, queda de 26,4% na comparação anual e de 28,7% na trimestral. O ROE estimado despenca para 6%, ante 8,3% no trimestre anterior — pressionado especialmente pelas carteiras de agronegócio e de varejo de baixa renda, dois segmentos mais sensíveis ao ciclo de crédito e às condições climáticas que afetam a safra. A recomendação da XP é neutra, com preço-alvo de R$ 21.
O que explica a divergência
Segundo a XP, os fatores que vão diferenciar os bancos nesta temporada são a qualidade dos ativos de cada carteira de crédito e a resiliência das margens financeiras diante de um cenário de juros ainda elevados. Bancos com carteiras mais concentradas em crédito de maior risco — como o agronegócio e o varejo de baixa renda, pontos fracos do BB — tendem a sofrer mais com provisões para devedores duvidosos do que bancos com mix de crédito mais diversificado, caso de Itaú e Bradesco. Para o investidor que acompanha o setor bancário, a mensagem da XP é direta: a escolha de qual banco ter na carteira importa mais do que apostar no setor como um todo.
Fontes
- https://www.infomoney.com.br/mercados/xp-balanco-dos-bancoes-deve-ampliar-distancia-entre-vencedores-e-perdedores-no-setor/
Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.


