Todos os artigosNotícias

Justiça determina que João Campos explique acusações sobre “milícia digital” e “gabinete do ódio”

Por
VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
Justiça determina que João Campos explique acusações sobre “milícia digital” e “gabinete do ódio”

Ex-prefeito do Recife terá dez dias para esclarecer declarações feitas contra a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra

A Justiça de Pernambuco determinou que o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB), apresente explicações, no prazo de dez dias, sobre declarações em que afirmou que a pessoa que ocupa o cargo de governadora de Pernambuco comandaria uma suposta “milícia digital” e um “gabinete do ódio”.

A decisão foi tomada após um pedido apresentado pela defesa da governadora Raquel Lyra (PSD), adversária de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco.

Declarações foram feitas nas redes sociais

O caso teve origem em um vídeo publicado por João Campos em seu perfil no Instagram no dia 26.

Na gravação, o político utilizou por três vezes a expressão “gabinete do ódio” e também mencionou termos como “milícia digital” e “rede do ódio”.

Ao comentar sobre a disputa pelo governo estadual, Campos afirmou que as decisões relacionadas à suposta estrutura seriam tomadas “dentro do palácio do governo”, sem, entretanto, apontar nominalmente quem estaria envolvido.

As declarações provocaram reação da defesa de Raquel Lyra, que buscou esclarecimentos na Justiça sobre o conteúdo divulgado.

Justiça quer identificar os responsáveis pelas acusações

Entre os questionamentos apresentados pela defesa está a necessidade de João Campos esclarecer a quem se referia ao utilizar a expressão “quem senta na cadeira para governar Pernambuco”.

Também deverá explicar a quem atribuiu a suposta coordenação de uma “milícia digital” e a criação de uma “rede de ódio” contra Raquel Lyra, seus aliados e familiares.

A medida judicial busca delimitar o conteúdo das acusações e identificar quais pessoas ou estruturas teriam sido mencionadas nas declarações.

Disputa política ganhou novos capítulos

O episódio ocorre em meio ao acirramento da disputa política em Pernambuco.

As declarações de João Campos foram feitas depois que a TV Record divulgou gravações relacionadas à atuação de uma suposta rede de perfis nas redes sociais. O material apresentado pela emissora teria associado a estrutura a pagamentos de publicidade institucional do governo estadual.

O governo de Pernambuco, por sua vez, nega a existência de qualquer irregularidade relacionada ao caso.

Paralelamente, a campanha de João Campos também acionou a Justiça Eleitoral contra Raquel Lyra, acusando a governadora de participar de um suposto “gabinete de ódio”.

Campanhas trocam acusações

O cenário evidencia o aumento da tensão entre os dois principais nomes envolvidos na disputa pelo governo pernambucano.

De um lado, João Campos questiona a existência e a atuação de uma suposta estrutura digital ligada ao governo estadual. De outro, Raquel Lyra busca na Justiça esclarecimentos sobre as declarações feitas pelo adversário.

A determinação para que Campos apresente explicações não representa, por si só, uma conclusão judicial sobre a existência da chamada “milícia digital” ou do “gabinete do ódio”. O objetivo, neste momento, é obter esclarecimentos sobre as acusações e sobre as pessoas ou estruturas às quais o político teria se referido.

O caso deverá continuar repercutindo no cenário político e eleitoral de Pernambuco à medida que avançarem as ações apresentadas pelas duas campanhas.

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

Leia também