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MPMG denuncia diarista por latrocínio de casal de idosos e pede investigação sobre familiar das vítimas

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VEXIA
Publicado em · 2 min de leitura
MPMG denuncia diarista por latrocínio de casal de idosos e pede investigação sobre familiar das vítimas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de matar e roubar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. A denúncia foi protocolada na última quarta-feira (29) e atribui à investigada a prática de dois crimes de latrocínio qualificado, além de outros delitos relacionados ao caso.

Além da ação penal, o MPMG solicitou o desmembramento do processo para que seja aprofundada a investigação sobre o possível envolvimento do primo de uma das vítimas, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, responsável por indicar Paola para trabalhar na residência do casal.

Ministério Público aponta indícios de participação de familiar

Segundo o promotor Mauro da Fonseca Ellovitch, existem elementos que justificam a continuidade das investigações em relação ao familiar da vítima.

De acordo com o Ministério Público, durante a execução do crime, a diarista teria telefonado para o primo de Maria Clotilde. Em seu depoimento, ele afirmou que Paola informou apenas que a idosa "não estava bem", mas que não tomou nenhuma providência após a ligação.

Diante dessas circunstâncias, o MPMG entendeu ser necessário separar essa parte da investigação para que a Polícia Civil apure se houve eventual participação ou omissão relevante nos fatos.

Investigação aponta crime premeditado

As investigações indicam que Paola Stefany teria chegado ao imóvel com a intenção de cometer o roubo.

Segundo a denúncia, a acusada possuía informações prévias sobre a situação financeira do casal, circunstância que reforça a hipótese de planejamento da ação criminosa.

Esses elementos serão analisados ao longo da instrução processual, quando deverão ser produzidas novas provas e ouvidas testemunhas.

Denúncia inclui latrocínio qualificado e outros crimes

Atualmente presa no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves, Paola responderá por dois crimes de latrocínio qualificado.

O Ministério Público aponta como agravantes o emprego de meio cruel, o recurso que dificultou a defesa das vítimas e o fato de os crimes terem sido praticados contra pessoas com mais de 60 anos.

Além disso, a denúncia inclui as acusações de fraude processual e furto mediante fraude, que também serão analisadas durante o andamento da ação penal.

Empresário também foi denunciado

O proprietário de um restaurante na região central de Belo Horizonte, Leonardo do Nascimento, também foi denunciado pelo Ministério Público.

Segundo a Promotoria, ele teria atuado em conjunto com a diarista na prática do crime de furto mediante fraude.

O MPMG informou ainda que não ofereceu Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) nem a suspensão condicional do processo aos denunciados, por entender que os requisitos legais para esses benefícios não estão presentes no caso.

A ação penal seguirá agora para análise do Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o prosseguimento do processo.

Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

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