Número de mulheres com medidas protetivas mais que dobra em 2026, aponta Sejusp

O número de mulheres acompanhadas por medidas protetivas registrou um crescimento superior a 100% no município ao longo de 2026, alcançando o maior patamar dos últimos anos. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que, até junho deste ano, 44 mulheres estavam inseridas no programa de monitoramento, contra 20 casos registrados em 2025.
O aumento chama a atenção para a ampliação da rede de proteção às vítimas de violência doméstica e reforça a importância dos mecanismos legais criados para prevenir novas agressões e garantir maior segurança às mulheres em situação de risco.
Crescimento pode refletir maior procura por proteção
Para a delegada Alessandra Azalin, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o aumento dos registros não significa, necessariamente, que houve crescimento da violência contra a mulher.
Segundo a delegada, os números também podem indicar que mais vítimas estão reconhecendo seus direitos e buscando apoio junto às autoridades.
Na avaliação da policial, a maior divulgação dos instrumentos de proteção previstos na legislação e o fortalecimento da rede de atendimento contribuem para que mais mulheres procurem auxílio antes que a violência se agrave.
Subnotificação ainda preocupa autoridades
Apesar do aumento nas medidas protetivas concedidas, a delegada alerta que a subnotificação continua sendo um dos principais desafios no enfrentamento à violência doméstica.
De acordo com Alessandra Azalin, muitas vítimas ainda deixam de denunciar seus agressores por medo, dependência emocional, dependência financeira ou receio de represálias.
Essa realidade faz com que inúmeros casos permaneçam fora das estatísticas oficiais, dificultando a atuação dos órgãos de proteção e segurança pública.
Violência psicológica pode ser o início de um ciclo de agressões
Outro ponto destacado pela titular da Deam é a necessidade de reconhecer a gravidade da violência psicológica.
Segundo a delegada, esse tipo de agressão costuma ser minimizado pelas próprias vítimas, embora frequentemente represente a fase inicial de um ciclo de violência que pode evoluir para agressões físicas e, em casos extremos, resultar em feminicídio.
Por isso, a orientação das autoridades é que mulheres procurem atendimento especializado logo nos primeiros sinais de violência, mesmo quando não existirem lesões físicas aparentes.
Medidas protetivas buscam prevenir novas agressões
As medidas protetivas previstas na legislação brasileira têm como objetivo resguardar a integridade física, psicológica e patrimonial da vítima.
Entre as determinações que podem ser impostas pela Justiça estão o afastamento do agressor, a proibição de aproximação ou contato com a vítima e outras restrições destinadas a impedir novas situações de violência.
Para as autoridades, o crescimento no número de mulheres acompanhadas pelos programas de proteção também demonstra maior confiança nos mecanismos institucionais de enfrentamento à violência doméstica.
Ao mesmo tempo, os dados reforçam a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e incentivar a denúncia, especialmente em situações de violência psicológica, que muitas vezes antecedem agressões mais graves.
Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.


