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PF prende homem suspeito de abusar da enteada e gravar os crimes dias antes do casamento

A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente um homem de 43 anos, em São Francisco, no Norte de Minas Gerais, investigado por suspeita de abusar sexualmente da própria enteada, de 9 anos, e registrar os crimes em vídeos armazenados em seu telefone celular.

A prisão foi realizada na manhã da última sexta-feira (31), apenas três dias antes da data prevista para o casamento do investigado com a mãe da criança, marcado para o sábado (1º).

A operação foi realizada de forma conjunta pela Polícia Federal, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelo Poder Judiciário da Comarca de São Francisco.

Investigação aponta abusos registrados em vídeo

Segundo as investigações, os abusos teriam ocorrido em pelo menos três ocasiões distintas, durante o mês de agosto de 2025.

De acordo com a Polícia Federal, além das agressões, o investigado teria utilizado o telefone celular para filmar os atos, mantendo os arquivos armazenados no aparelho.

Esses registros passaram a integrar as provas analisadas durante a investigação e motivaram a representação pela prisão preventiva.

Celular será submetido à perícia

Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam o telefone celular do investigado.

O aparelho será encaminhado para perícia técnica, que deverá analisar seu conteúdo em busca de elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Segundo a Polícia Federal, a análise também pretende verificar se existem indícios da prática de outros crimes ou a participação de terceiros.

Prisão foi decretada para garantir investigação

A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça no curso da investigação.

Essa modalidade de prisão possui natureza cautelar e pode ser decretada, entre outras hipóteses previstas na legislação, para preservar a instrução criminal, garantir a aplicação da lei penal ou evitar riscos decorrentes da permanência do investigado em liberdade.

O homem permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre manifestação da defesa do investigado.

O inquérito seguirá sob responsabilidade da Polícia Federal, que continuará reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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