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CSN fecha exclusividade de R$ 12,7 bi com chinesa Huaxin para vender sua cimenteira

A venda da CSN Cimentos é o passo central do plano de desalavancagem da siderúrgica, que soma R$ 42,1 bilhões em dívida líquida — e vem na sequência da venda da operação de aço na Alemanha, fechada por € 550 milhões

Produzido com apoio de IA, revisado pela redação. Como trabalhamos

O que muda: Investidores em ações da CSN devem acompanhar se a conclusão da venda da CSN Cimentos efetivamente reduz a alavancagem da companhia para níveis mais confortáveis, dado o histórico de queda de mais de 52% das ações em 2026. Ver o que fazer

Contexto

A CSN assinou acordo de exclusividade com o grupo chinês de materiais de construção Huaxin para a venda da CSN Cimentos, a um valor de empresa (enterprise value) de R$ 12,7 bilhões, segundo o NeoFeed. O prazo de exclusividade é de dez dias, período no qual as partes devem elaborar e assinar os documentos definitivos da operação.

A Huaxin foi selecionada após um processo competitivo iniciado pela CSN em março de 2026, do qual também participaram a brasileira Votorantim e a Polimix. Segundo a reportagem, as propostas apresentadas — incluindo a da própria Huaxin — ficaram abaixo da faixa de R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões que a CSN pretendia originalmente obter pelo ativo.

O que está em jogo

A venda da CSN Cimentos é a etapa central do plano de desinvestimentos da companhia, que busca reduzir uma dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e uma alavancagem de 3,49 vezes o Ebitda, registradas ao fim do segundo trimestre de 2026. O negócio se soma a outra venda recente: a CSN já havia fechado acordo para vender sua operação de aço na Alemanha, a Stahlwerk Thüringen (SWT), para a Bipadosa, por € 550 milhões.

Benjamin Steinbruch, que comandou a CSN como CEO por 24 anos e hoje preside o conselho de administração, descreveu o custo da dívida atual da empresa como excessivo e desnecessário. Sobre a missão do atual CEO, Fábio Schvartsman — que assumiu o cargo em setembro de 2026, depois de ter comandado a Vale entre 2017 e 2019 —, Steinbruch resumiu: "O Fábio vem com a missão de desalavancar a CSN".

Como isso funciona

O desconto em relação à faixa de preço originalmente pretendida pela CSN — a proposta vencedora da Huaxin ficou abaixo dos R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões buscados — ilustra uma dinâmica comum em processos de venda de ativos sob pressão de desalavancagem: quanto mais o mercado percebe que o vendedor precisa fechar negócio para reduzir dívida, menor a margem de negociação para obter o preço inicialmente almejado. Ainda assim, a companhia optou por seguir com a venda dentro do processo competitivo já em curso, em vez de aguardar condições de mercado potencialmente mais favoráveis — decisão consistente com a urgência declarada por Steinbruch em reduzir o custo da dívida.

As ações da CSN fecharam a R$ 4,24 em 29 de outubro, com queda de 2,08% no dia, acumulando baixa de mais de 52% em 2026 — um desempenho que ajuda a contextualizar a pressão por resultados concretos de desalavancagem que a nova gestão de Schvartsman enfrenta.

Análise VEXIA

O padrão por trás das duas vendas recentes da CSN — a cimenteira no Brasil e a operação de aço na Alemanha — mostra uma companhia abrindo mão de ativos industriais fora do seu negócio histórico de minério e siderurgia para focar o núcleo da operação e reduzir uma estrutura de capital que a própria liderança da empresa classifica como insustentável no nível atual de juros. Em um cenário de Selic ainda em patamar elevado (o Itaú, por exemplo, já não vê mais cortes no curto prazo), o custo de carregar R$ 42,1 bilhões em dívida líquida tende a pesar cada vez mais no resultado financeiro da companhia, o que explica a disposição de vender mesmo abaixo da faixa de preço inicialmente pretendida.

A escolha de um comprador chinês para um ativo industrial brasileiro de porte relevante também é um dado que merece atenção: grupos chineses do setor de materiais de construção têm ampliado presença em mercados emergentes, e a aquisição da CSN Cimentos, se confirmada, coloca a Huaxin como operadora de ativo cimenteiro relevante no Brasil — um movimento que pode intensificar a competição no setor com players estabelecidos como Votorantim, que disputou e perdeu o processo.

A troca de comando — de Steinbruch, fundador histórico e figura de longa data à frente da companhia, para Schvartsman, executivo com histórico recente na Vale — já no meio desse processo de desalavancagem sinaliza uma mudança de ciclo na gestão da CSN: de uma fase de expansão e diversificação para uma fase de simplificação de portfólio e disciplina de capital, com metas mais explícitas de redução de dívida.

O que muda na prática

  • Investidores em ações da CSN devem acompanhar se a conclusão da venda da CSN Cimentos efetivamente reduz a alavancagem da companhia para níveis mais confortáveis, dado o histórico de queda de mais de 52% das ações em 2026.
  • Concorrentes no setor de cimento no Brasil, como Votorantim, devem monitorar a entrada de um grupo chinês relevante no setor, caso a aquisição da Huaxin seja concluída nos termos anunciados.
  • Credores e detentores de dívida da CSN ganham um sinal concreto de que a companhia está executando, não apenas anunciando, seu plano de desalavancagem, com duas vendas de ativos relevantes já encaminhadas.
  • Fornecedores e clientes da CSN Cimentos devem acompanhar os desdobramentos da transição de controle para entender eventuais mudanças de estratégia comercial sob nova gestão.

Cenários e próximos passos

O prazo de exclusividade de dez dias é a primeira etapa formal a observar: as partes precisam elaborar e assinar os documentos definitivos dentro desse período para que o negócio avance. Benjamin Steinbruch já havia sinalizado anteriormente a expectativa de que a venda fosse decidida até novembro, o que está alinhado com o cronograma atual. A CSN informou que manterá o mercado atualizado sobre o andamento da operação.

Fontes

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Como esta matéria foi feita. A redação da VEXIA usou inteligência artificial para reunir e organizar fontes públicas (dados oficiais, empresas e imprensa especializada), e revisou o texto antes de publicar. As fontes estão citadas ao fim da matéria.

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