Todos os artigosNotícias

Casas Bahia desaba 24% e Magalu cai 4,5% em dia de juros futuros em alta

Ibovespa chegou a cair 1,6% na manhã, mas devolveu quase toda a perda e fechou em baixa de 0,18%, sustentado pela Petrobras com o petróleo acima de US$ 106

Por
VEXIA
Publicado em · 3 min de leitura
Casas Bahia desaba 24% e Magalu cai 4,5% em dia de juros futuros em alta

O Ibovespa chegou a cair cerca de 1,6% na manhã desta quarta-feira (14/10), perto dos 203,5 mil pontos, mas devolveu quase toda a perda ao longo da tarde e fechou em baixa de apenas 0,18%, aos 206.505,98 pontos. Por trás da recuperação do índice como um todo, porém, as ações de varejo tiveram mais um dia de forte castigo: Casas Bahia (BHIA3), que está fora do Ibovespa, desabou 24,31% e fechou a R$ 1,09; Magazine Luiza (MGLU3) caiu 4,49%, a R$ 10,85, entre as maiores baixas do índice.

Por que o varejo apanhou

O gatilho foi uma nova alta dos juros futuros, que pesa de forma desproporcional sobre ações de varejo e consumo — setores que costumam carregar mais dívida e são mais sensíveis ao custo do crédito, tanto para financiar operações quanto para vender a prazo aos clientes. As taxas dos DIs subiram depois da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos de setembro, que avançou 0,6%, em linha com as projeções — mas antes disso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) já haviam disparado, nas apostas de que o Federal Reserve voltaria a subir juros. Durante a tarde, os juros dos Treasuries chegaram a recuar e os DIs quase estabilizaram, mas voltaram a subir no fim do pregão. O DI para janeiro de 2028 fechou em 12,725% (alta de 3 pontos-base) e o para janeiro de 2035, em 12,66% (alta de 8 pontos-base).

Matheus Spiess, da Empiricus Research, avaliou que, embora o CPI americano tenha vindo dentro do esperado, a ansiedade sobre os próximos passos do Fed segue gerando aversão a risco nos mercados.

O que segurou o Ibovespa

Apesar da pressão sobre o varejo e de uma atividade doméstica mais fraca — o IBGE havia informado, na mesma semana, que o setor de serviços recuou 0,1% em agosto ante julho, abaixo da alta de 0,4% esperada pelo mercado —, o Ibovespa conseguiu reverter boa parte da queda graças ao petróleo. Tensões no Estreito de Ormuz mantiveram o Brent acima de US$ 106 o barril, o que deu suporte às ações da Petrobras, de grande peso no índice. Dados preliminares da ANP também mostraram que o campo de Búzios superou a marca de 1 milhão de barris por dia em setembro, reforçando o peso da produção doméstica no resultado das petroleiras.

Nos Estados Unidos, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que a alta do CPI de setembro foi puxada principalmente por energia e tende a ser temporária — uma leitura que, se confirmada nos próximos meses, aliviaria parte da pressão que hoje sustenta a expectativa de novos aumentos de juros pelo Fed.

A eleição também pesou

Parte do nervosismo do pregão também veio do calendário eleitoral: depois da forte entrada de capital estrangeiro na semana do primeiro turno, parte dos investidores vendeu posições para realizar lucro. Uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial seria divulgada após as 18h; pesquisas do dia anterior, entre elas uma da BTG/Nexus, já mostravam empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno. O mercado, de forma geral, trata Flávio como favorito e associa sua eleição a um maior controle das contas públicas — mesmo sem propostas fiscais totalmente detalhadas até aqui —, e analistas como Spiess já apontam a incerteza eleitoral, mais do que os dados econômicos do dia a dia, como o fator que deve guiar a bolsa nos próximos pregões até 25 de outubro.

Fontes

  • https://www.infomoney.com.br/mercados/magalu-mglu3-tem-nova-sessao-de-forte-queda-fora-do-ibovespa-casas-bahia-bhia3-desaba-24/
  • https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-tem-nova-queda-de-mais-de-1-com-inflacao-nos-eua-e-pesquisa-no-radar/
Nota de transparência

Esta matéria foi produzida pela Redação VEXIA com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas verificáveis (decisões judiciais, leis, publicações oficiais e imprensa especializada). As fontes consultadas estão citadas ao final do texto.

Leia também

Explore mais em Finanças, Mercado.